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Hello from de other side

Mais um sábado a noite em Paris. Lá fora não faz frio, os bares estão cheios e as ruas estão lotadas de gente de todo lugar. Por onde a gente anda, escuta um idioma diferente. Eu decido ir pro meu quarto, fechar a porta e olhar pro teto. O que deve ser mais maravilhoso que ter Paris lá fora? Olha ao redor, deixa esse celular de lado.

Se um dia você decide partir, poucas serão as pessoas que vão te convidar a ficar. Ninguém te impede de ir, você nunca quis permanecer. E aos poucos vai se apropriando de uma identidade que muitos chamam de liberdade. Aquela referência de desprendimento é você, de coragem, é você, de distância, você.

Mas aí você se da conta que não que ficar distante mas não quer deixar de ir. E se apoia em todas as formas de comunicação possíveis que em 2015 nós temos. Ninguém te entende porque você fica tão chateada por ter uma mensagem não respondida, nem por que te excluir do facebook significou tanto. Essa era eu, tentando ficar mas tentando ir, tentando ser duas, em dois mundos. Ninguém entende que agora o nosso elo tava ali… sendo lentamente deletado.

Mas eu não consigo te acompanhar, e acho que vc é muito independente pra ter alguém junto com você. Exemplificando da maneira mais besta possível, eu imagino você como um gato. Que pertence ao lugar, não a pessoa saca? Que faz o que ele quiser, se quiser sair de casa sai, se quiser ficar em casa fica, se quiser sumir por uns dias some. Acaba sempre voltando, mas a gente nunca sabe quanto tempo vai ficar.

Ninguém nunca conseguiu ver que a gente nunca foi, que a gente tava ali. Acompanhando cada passo compartilhado, registrado. Rindo e chorando junto… desejando um dia poder esta lá também ou quem sabe ter por aqui.  A gente se apega e não aprende a desapegar de coisas que tem raíz. E quando a raíz é cortada, a árvore cheia de galhos aparentemente independentes morrem junto com o tronco.

Tried to keep you close to me,
But life got in between
Tried to square not being there
But think that I should’ve been

Daí a liberdade te esfrega que você tem inúmeras opções que basta virar as costas e continuar caminhando, para longe. E você continua, sendo puxada pela mão, por ela, a liberdade. Olha pra trás a cada 3 minutos pra ter certeza que ninguém lá atrás te chama. Silêncio. Aos poucos a gente desiste de olhar pra trás e o solo árido não deixa nenhuma raíz crescer.

Então vamo lá liberdade, me ensina a sorrir porque é com essa desculpa que direi que estou bem.

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2 Comments

  • Priscila Leme 9 de novembro de 2015 at 19:32

    Muito emocionante essa sua reflexão/crônica.

    Reply
    • Rebecca Cirino 9 de novembro de 2015 at 22:41

      Obrigada! as vezes bate uma saudade que dói e da vontade da gente largar tudo e voltar kkkkkk bjo

      Reply

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